Capital Europeia: Roma

Dito o sim, perante Deus, a família e os amigos, é chegado o momento da lua-de-mel. A cidade de Roma em Itália foi o local escolhido. Decidimos não ir para os locais paradisíacos habituais destas viagens. Antes de lá irmos, há tanto local mais interessante para visitar. Mais um voo na companhia irlandesa, de madrugada (pois é de manhã que se começa o dia) e a caloraça de Roma a acolher-nos. Terra com imensos anos de história. Tínhamos 4 dias para a explorar. Dois deles reservados, um para a zona do coliseu e outro para o Vaticano. Os outros dois era para se ir descobrindo, a pé, esta cidade. Dizem que Roma é bonita conhecendo-se a pé. E assim fizemos. E dizem também que em todas as ruas, ou volta e meia, aparece uma igreja. Confirma-se. E também se diz que é uma cidade com muitos padres e freiras. Exatamente. Igrejas perdemos a conta. Todas lindíssimas. As portuguesas também o são, mas estas são muito bonitas. São todas de uma beleza rara, ao nível das mais belas do nosso país. Com belos tetos, frescos, imagens de santos, altares…enfim.

Das mais belas, destaco a Igreja de Santa Maria Maior, a Santa Maria de Angeli, a de São João de Latrão e a igreja-panteão que acima ilustro, por esta ordem. De referir que a de São João é a sede da Igreja Católica. Ah pois é…não é a Basílica de São Pedro, mas sim esta. E ao lado desta uma igreja que contempla a Scala Santa, ou seja, as escadas de mármore em que se acredita que Jesus subiu aquando da Sua condenação. E também a subi. Inédita a igreja-panteão. A sua cúpula contempla uma abertura no centro. Por lá entra tudo. E quando chove? Chove. E depois? Depois escoa nuns buraquinhos que estão no chão. No capítulo Igrejas de Roma, referir ainda que em algumas Igrejas não era permitido fotografar. Pois…para mim isso não conta…

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Muito calor, já referi. Várias fontes que a cidade tem, e que vontade dava em molhar os pés em todas elas. Principalmente na famosa Fontana di Trevi, onde, reza a lenda, se deve atirar uma moeda de costas para fonte e pedir um desejo. Feito. Além de fontes, esta cidade tem muitas praças….quase todas com fontes. A Piazza Navona, a Piazza da Republica, o Campo de Fiori, a Piazza Bernini, etc.

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Magnifico é o Colosseo. Sentimos-nos pequenos naquela imensidão de pedras e história. Tantos, tantos séculos e séculos de história. Em proporcionalidade direta com o calor que por lá se fazia sentir. Bonito pela história que representa (excetuando todas as mortes que lá ocorreram, obviamente). Mas não é mais que um conjunto de pedras de há muitos e muitos anos.

Nas proximidades, o fórum romano e o Palatino, locais históricos da fundação de Roma. Confesso que tanto era o calor que o fórum se ficou apenas por uma varanda onde se via tudo de cima. Como é possível que há tantos séculos e séculos se construíam coisas que ainda hoje estão de pé…e hoje em dia, constroem-se coisas que com o mínimo de abano já estão a tombar. E o buraco de Roma, alguém conhece? Pois, li algures na internet, que havia um buraco de uma fechadura que, ao espreitar, se via o Vaticano ao fundo. Lá procuramos, e não foi preciso andar a espreitar de fechadura em fechadura, e vimos o famoso, mas escondido buraco de Roma. Pena que a qualidade fotográfica não seja a melhor para ilustrar esta vista.

Na Basílica de Santa Maria de Cosmedin (afinal o capitulo das igrejas ainda não terminou), existe a famosa boca da verdade, uma pedra com uma ranhura, onde, diz a lenda, quem meter a mão e estiver a mentir, a boca morde…a mim não mordeu. No interior, assistiu-se a um concerto de ópera por uma soprano e um barítono de grande qualidade.

Já diz o ditado que “é como ir a Roma e não ver o Papa”. Pois, o senhor Francisco, ‘Chico para os amigos, não se vislumbrou. Pudera, o dia foi passado a visitar os museus do Vaticano. Com obras históricas e sobejamente conhecidas. Mas, sinceramente, não cativou. É um museu. Estava à espera de mais coisas interessantes. Só cerca de 10% do museu é que me cativou. Mas a Capela Sistina…essa sim…lindíssima. Sem comparação. Estar naquela sala, carregada de simbolismo, onde tantos papas foram eleitos…e onde não se pode fotografar…ai não…

Findo a visita ao museu, há que visitar a Praça e a Basílica de São Pedro. Mais uma vez esmagado pela dimensão histórica daquele lugar. Tantas e tantas vezes a ver aquele lugar na televisão, e agora estava ali à frente. A janela do Papa, a varanda do “Habemus Papa”, a praça percorrida por tantos papas, por tanta gente, desde há tantos anos. E a Basílica, tantas vezes vista, na missa do Galo, por exemplo. Lindíssima, esplendorosa. E assistiu-se a uma missa, não é pra todos. Não se viu o Papa, mas já se comungou no Vaticano. E como são as hóstias? Melhores…são com a receita original.

Mas não foi só a hóstia que se petiscou em Roma. O que dizer de todas as massas e pizas? Divinais. Foi a Carbonara, a Penne, a Lasagna, a Spaghetti. Ai aquela Spaghetoni com ameijoas à bolhão Pato. Talvez o melhor prato de massa que alguma vez comi. Pizas ao lanche, pizas ao jantar, enormes, artesanais, deliciosas. Preço ajustado à qualidade e quantidade e adequado à cidade em questão. Obviamente que não se esperava pagar o mesmo do que nas pizarias banais do nosso país. A qualidade é muito superior e, portanto, deve ser paga. O que não deveria ser tão caro eram as bebidas. Garrafas de água a dois euros ou refrigerantes de lata a cinco euros é de mais. As cervejinhas a quatro, cinco e seis euros, por finos e pints, estavam ajustados.  E também houve espaço para guloseimas. A tradicional caneloni doce muito boa e que deve dar um trabalhão para se fazer e os gelados artesanais que, tal como as igrejas estavam ao virar da esquina em cada rua. E baratos. No nosso país, pagamos o mesmo, mas só por uma bola e de menor qualidade.

E foi assim a primeira cruzada por terras romanas. Pontos mais altos, Basílica de São Pedro e o tal esparguete com ameijoas. Pontos mais baixos, calor, e a qualidade da água engarrafada…que saudades tive nas nossas águas. Mas, obviamente que o melhor foi a companhia. A minha querida esposa. Os dois em ROMA, que ao contrário é AMOR.

P.S.1: ainda houve oportunidade para experimentar massa ao pequeno almoço…e que bem caiu.
P.S.2: E a lua de mel continuará sempre, todos os dias, em todos os passeios que faremos, nesta nossa vida que agora começamos juntos.

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C+J=10.06.2017

De Portugal. De Camões. Das Comunidades Portuguesas. E do nosso Casamento. O 10 de junho de 2017. O dia em que a vida muda. O dia que marca para sempre as nossas vidas. Vidas que se juntaram há oito anos atrás, naquele dourado passeio. Tão rápido passaram. Desde o Palácio de Cristal no Porto com vista para a Ponte da Arrábida à Ponte de São Gonçalo em Amarante. Onde tudo começou e onde o pedido foi feito. Aquele pedido em que perdi a cabeça. Aquele momento em que os corações bateram como nunca antes tinham batido. A partir daí, avanços e recuos da organização do evento de uma vida. Quintas e quintais, fotos e vídeos, vestidos e pinderiquices. Um imenso rio de situações a definir. A planear. E num ápice, o dia chegou. Confesso que não estava nervoso. Nem ansioso. Só expectante pela chegada do momento. Sim, dissemos nós. Para sempre. E de lá saímos casados, debaixo de flores de felicidade e prosperidade. E com abelhas a zumbir por cima de nós…ah não, era um drone…E com a surpresa de capas pretas de outrora, de outros momentos marcantes, a servirem de passadeira para tão belo momento. Bela foi a refeição servida, intercalada com músicas marcantes das nossas vidas. Belas danças, uma elevação que por pouco corria mal (as minhas costas ainda se lembram do momento…) e um jogo divertido onde se comprovou quem é que puxou primeiro, quem é que desapertou o primeiro botão e quem ia ficar por cima…E por fim o belo fogo de artifício a pairar no ar, com Angels de sempre e o coroar de um dia magnifico. Inesquecível. Foi o nosso casamento. À nossa maneira. À nossa medida. Como nós somos. Agradecemos aos presentes, os presentes, e a vossa amizade e fraternidade. Queremos continuar convosco para a vida. Teremos todo o gosto em vos receber na nossa casa, assim que tenhamos sofá…e cerveja. Sentimos a falta dos ausentes, mas sabemos que estarão sempre presentes. Presentes nesta vida que agora começamos. Agora que já só há Carla+João. Um só. Com todos vós. Obrigado.

P.S.1: a noite de núpcias também correu muito bem, obrigado. Até houve espumante ao pequeno almoço.
P.S.2: Referir ainda que não pudemos deixar de fazer uma boa ação neste nosso dia inesquecível. As sobras não servidas do copo de água foram doadas a uma instituição de Amarante. Para fazer ainda mais pessoas felizes.
P.S.3: E a seguir…Roma.

Venha de lá esse 2017

2017

Disse-te que eras bem-vindo. E foste. Que tinhas mais horas para passear e amar. E tiveste, e aproveitei. Tantas coisas boas aconteceram este ano. Ah se não fossem aqueles dias de janeiro, levavas o prémio. Ao longo do ano compensaste esses dias. Foste um excelente ano a nível profissional. Muito cresci. Foste um excelente ano a nível amoroso…até perdi a cabeça vê lá. Deste o Tri…nta e cinco e um Europeu. Apanhei pokémons, fui correr e ganhei uma medalha. Foste, de facto, muito bom. Não foste perfeito. E, por isso, vem já aí o mano 17. Que vai ser 8, 30, 50, 100 e 1006. Números…sempre números. E mais corridas. Corrida foi, para mim, a palavra do ano que agora termina. E que o próximo seja um ano em cheio. Um ano Super. Com tudo de bom para todos. A Saúde, a Paz, o Amor, o Emprego e o Trabalho, a Felicidade e a Alegria. Venha de lá esse 2017.

Quatro estrelas no céu

20161218_173443Naquela noite fria de dezembro a Paz pairava no ar. Nada no escuro céu azul se via. Não havia lua. Não havia nada. Só quatro estrelas cintilavam e davam àquela noite o toque de mágica que a tornaria na noite mais bela de sempre. Debaixo de um barraco abandonado, o menino de Maria nasceu, acarinhado por José, aquecido pela vaca e pelo burro, admirado por todos os anjos e sob o brilho das quatro estrelas lá no alto. Não havia um drone a filmar sobrevoando. Não havia pipocas para assistir. Só a Paz. E as quatro estrelas lá no céu. A partir deste dia, foi Natal. Sempre que o Homem quer. Sempre que haja sentimento. Sempre que haja família. Em casa ou na rua. Com uma mesa farta ou com um prato de sopa apenas. Com alegria ou um pouco de. Com toda a família ou apenas com quem cá está. Com as quatro estrelas no céu a olhar para nós. Com saudades de Natais de outrora. Dos jogos de cartas, das coisas boas da lareira, dos envelopes. Tudo mudou. Um dia poderá ser semelhante. Mas nunca igual. Que seja um bom Natal para todos. Que seja um Natal com Paz, Amor, Alegria, Saúde e Solidariedade para todos. Que as nossas quatro estrelas no céu estejam connosco. Vamos-nos lembrar muito delas. E que pena tenho, que não passem o Natal com o neto.

P.S.: Que haja pelo menos o anúncio ao azeite, no primeiro intervalo das notícias das 20h. Aquele anúncio antiquíssimo, que me lembro de passar sempre no Natal. E apenas e só nessa noite. Ó rama, ó que linda rama.

É para avançar

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Espero e farto, esperando por me fartar a espera por não te ver. Para quando? Até quando? Tanto a separar-nos. Casas, estradas, montes e vales. O mesmo que nos separa, nos une. Movemo-nos pela saudade. Cada vez maior. Essa vontade de estar contigo. De passear contigo. De viver contigo. De amar contigo. Tantos anos juntos todos os dias. Tantos anos todos os dias sem estar juntos. Não pode ser. Preciso dos teus beijos para acordar. Preciso dos teus beijos para adormecer. Quero-te sentir ao chegar. Quero-te abraçar ao sair. Correr contigo pelo Mundo, viajar num amor sem fim. Um dia vamos avançar. Um dia perco a cabeça e já não me largas mais. Escalemos todas as montanhas, todas as torres e todas as pontes sobre o rio dourado. Vamos juntos construir a nossa ponte. A nossa família. E finalmente concluir que 1+1 dá 1. Tantas e tantas vezes demonstrado que não. Brevemente vamos provar que sim. Provaremos juntos que a vida é ainda mais feliz lado a lado. Eu e tu. Como um arco que une os nossos dois lados, de onde vemos a nossa cidade, o nosso local, a nossa mística. Cristal como brilham os teus olhos quando me olhas. Adoro a forma das tuas bochechas quando sorris para mim. Amo o teu ser, a tua bondade, o teu tu, o nosso nós. Somos diferentes, e ainda bem. Encontra-mo-nos na interseção de duas personalidades. És a minha musa. Adoro as tuas curvas, as tuas formas. Formam comigo um mosaico perfeito. Perfeita como tu és. Não digas qual o segredo. Guardamos só para nós. Guardo-me só para ti. Tu conheces-me. Sabes do que sou capaz. Um dia até te levo à Lua, até te levo à América. Sinto um bater tão forte no peito quando penso em ti. O meu coração chama por ti. Sinto que o momento está a chegar. Já esteve mais longe. Vai aos saltos bem altos este coelhinho. Até ti. E és tu a eleita. És tu a mulher da minha vida. Um dia perco a cabeça e avanço. E perdi.