Venha de lá esse 2017

2017

Disse-te que eras bem-vindo. E foste. Que tinhas mais horas para passear e amar. E tiveste, e aproveitei. Tantas coisas boas aconteceram este ano. Ah se não fossem aqueles dias de janeiro, levavas o prémio. Ao longo do ano compensaste esses dias. Foste um excelente ano a nível profissional. Muito cresci. Foste um excelente ano a nível amoroso…até perdi a cabeça vê lá. Deste o Tri…nta e cinco e um Europeu. Apanhei pokémons, fui correr e ganhei uma medalha. Foste, de facto, muito bom. Não foste perfeito. E, por isso, vem já aí o mano 17. Que vai ser 8, 30, 50, 100 e 1006. Números…sempre números. E mais corridas. Corrida foi, para mim, a palavra do ano que agora termina. E que o próximo seja um ano em cheio. Um ano Super. Com tudo de bom para todos. A Saúde, a Paz, o Amor, o Emprego e o Trabalho, a Felicidade e a Alegria. Venha de lá esse 2017.

Quatro estrelas no céu

20161218_173443Naquela noite fria de dezembro a Paz pairava no ar. Nada no escuro céu azul se via. Não havia lua. Não havia nada. Só quatro estrelas cintilavam e davam àquela noite o toque de mágica que a tornaria na noite mais bela de sempre. Debaixo de um barraco abandonado, o menino de Maria nasceu, acarinhado por José, aquecido pela vaca e pelo burro, admirado por todos os anjos e sob o brilho das quatro estrelas lá no alto. Não havia um drone a filmar sobrevoando. Não havia pipocas para assistir. Só a Paz. E as quatro estrelas lá no céu. A partir deste dia, foi Natal. Sempre que o Homem quer. Sempre que haja sentimento. Sempre que haja família. Em casa ou na rua. Com uma mesa farta ou com um prato de sopa apenas. Com alegria ou um pouco de. Com toda a família ou apenas com quem cá está. Com as quatro estrelas no céu a olhar para nós. Com saudades de Natais de outrora. Dos jogos de cartas, das coisas boas da lareira, dos envelopes. Tudo mudou. Um dia poderá ser semelhante. Mas nunca igual. Que seja um bom Natal para todos. Que seja um Natal com Paz, Amor, Alegria, Saúde e Solidariedade para todos. Que as nossas quatro estrelas no céu estejam connosco. Vamos-nos lembrar muito delas. E que pena tenho, que não passem o Natal com o neto.

P.S.: Que haja pelo menos o anúncio ao azeite, no primeiro intervalo das notícias das 20h. Aquele anúncio antiquíssimo, que me lembro de passar sempre no Natal. E apenas e só nessa noite. Ó rama, ó que linda rama.

É para avançar

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Espero e farto, esperando por me fartar a espera por não te ver. Para quando? Até quando? Tanto a separar-nos. Casas, estradas, montes e vales. O mesmo que nos separa, nos une. Movemo-nos pela saudade. Cada vez maior. Essa vontade de estar contigo. De passear contigo. De viver contigo. De amar contigo. Tantos anos juntos todos os dias. Tantos anos todos os dias sem estar juntos. Não pode ser. Preciso dos teus beijos para acordar. Preciso dos teus beijos para adormecer. Quero-te sentir ao chegar. Quero-te abraçar ao sair. Correr contigo pelo Mundo, viajar num amor sem fim. Um dia vamos avançar. Um dia perco a cabeça e já não me largas mais. Escalemos todas as montanhas, todas as torres e todas as pontes sobre o rio dourado. Vamos juntos construir a nossa ponte. A nossa família. E finalmente concluir que 1+1 dá 1. Tantas e tantas vezes demonstrado que não. Brevemente vamos provar que sim. Provaremos juntos que a vida é ainda mais feliz lado a lado. Eu e tu. Como um arco que une os nossos dois lados, de onde vemos a nossa cidade, o nosso local, a nossa mística. Cristal como brilham os teus olhos quando me olhas. Adoro a forma das tuas bochechas quando sorris para mim. Amo o teu ser, a tua bondade, o teu tu, o nosso nós. Somos diferentes, e ainda bem. Encontra-mo-nos na interseção de duas personalidades. És a minha musa. Adoro as tuas curvas, as tuas formas. Formam comigo um mosaico perfeito. Perfeita como tu és. Não digas qual o segredo. Guardamos só para nós. Guardo-me só para ti. Tu conheces-me. Sabes do que sou capaz. Um dia até te levo à Lua, até te levo à América. Sinto um bater tão forte no peito quando penso em ti. O meu coração chama por ti. Sinto que o momento está a chegar. Já esteve mais longe. Vai aos saltos bem altos este coelhinho. Até ti. E és tu a eleita. És tu a mulher da minha vida. Um dia perco a cabeça e avanço. E perdi.

Quando os andores são maiores que este post – II

Raros são os textos com sequelas neste blogue. Mas há um texto que eu nunca imaginei escrever uma sequela e aqui está ela. Esse texto data de 2007, ainda nos primeiros meses deste blogue e relata a Romaria da Senhora da Pena em Mouçós, Vila Real, e pode ser lido [aqui]. Dessa Romaria, e que deu título e argumento ao referido texto, toda a gente vem fascinada com o tamanho dos andores da majestosa procissão. Nomeadamente o último dos andores, aclamado como o Maior do Mundo. Já várias vezes fui a essa festa (não, nunca peguei em qualquer desses andores), mas só nesse ano é que escrevi o já citado texto. Lá está, nunca esperei ter uma sequela. Sempre me disseram que lá para os lados de Lousada 20160814_161758havia também um andor deste género. Também apelidado de Maior do Mundo. E eu fui lá ver. Qual perito do Guiness Book, atestar a veracidade de tal apelido. E de uma vez por todas decidir, qual o maior andor do Mundo…conhecido…por mim. Fui, claro está, com a menina do costume, que um dia me havia aparecido para passear. Aparecida também a Santa que se celebra nesta romaria. Nossa Senhora da Aparecida. Desconheço qualquer lenda sobre a Santa, ao invés da lenda descrita no início da parte I desta sequela. Falha minha e lamentável. Lamentáveis também todas as situações de empurrões que fomos sofrendo enquanto aguardávamos ansiosamente pelo desfile dos andores. Por pouco que não treinei a pontaria ao cachaço alheio. Por pouco que não preguei uma palheta a um armado em rambo. Ainda desafiei uma a vir pra cima de mim e a empurrar-me, tal era o paleio que de lá vinha…era só garganta…aliás, como eu…Era eu lá capaz de andar à porrada na romaria. Voltando então à dita romaria, que todos os anos se celebra por estes dias do 15 de agosto, mas que, sempre coloca a procissão no dia 14…Não percebo. Então dia 15 é sempre feriado (mesmo quando os outros artistas retiraram o feriado, este foi-se mantendo) e fazem a procissão a 14, independentemente se calha à semana ou não? E se eu estivesse a gerir matérias-primas? Já não podia ir. Já não podia ver o enorme andor que por lá fazem. Sim, é grande, cerca de 13 vezes a minha altura. Imponente. E mais dois granditos. E o resto, tudo normal. O primeiro desafio do majestoso andor foi descer as escadas. Foi Bru-Tal. Só por esse minuto já valeu a pena ir. Em cálculos rápidos consegui perceber que o ângulo que o dito andor fez com o chão aquando da descida das escadas foi de 45º. Quem vê a primeira vez pensa que vai cair a qualquer momento, esbandalhar-se todo no chão. Mas com a P1130139mestria, a força e a bravura dos oitenta homens lá por baixo, tudo corre bem. Mesmo ao desfilarem na procissão por ruas cuja largura é pouco maior que a do andor. E que arrepios faz quando passa por nós. E que medo nos faz sentir quando estamos a olhar para a estrela cimeira e ele inclina para trás, ou para a frente, ou para o lado. É caso para dizer que naquele sítio, não nos cabe nada, tal é o receio que temos que aquilo caia. Mas não cai. Ai dele. A vantagem desta procissão é que os já descritos andores passaram por mim 3 vezes. E não, não estava com uma pinga a mais. O problema foi o local onde estacionamos os pés para ver o desfile. Qual o maior espanto quando vemos os andores a iniciarem a descida da rua sem a procissão estar formada. Então e a fanfarra? E os outros andores mais piquenos? E os ditos anjinhos? E os cavalos habituais de abertura? (quer sejam cavalos de quatro patas ou outros num jipe qualquer…). Ah, estão a passar ali abaixo. Como? Então a procissão começa partida? Começa de dois sítios diferentes? Nunca vi tal coisa. Ah, vai dar a volta e passar aqui tudo direitinho. Assim, vimos os andores a descer para integrar a procissão, depois na procissão e, finamente, a subirem a rua para ficarem estacionados no local de partida. Vimos a descer e a subir, qual o mais difícil? Não sei. Talvez a subir, pois a descer, todos os Santos ajudam. Mas então, depois desta descrição toda, qual é o veredicto, afinal, qual o maior andor do Mundo? Bom, grandes os dois são. Bonitos igualmente. Pesados imagino que sim. Mas uma coisa distingue os dois. A largura. O da Sr.ª da Pena é mais largo. E, não sei não, se não é mais alto. Um ou dois metros, talvez. E, por isso, ainda mais imponente. Mas, quer um quer outro, merecem o título de Maior Andor do Mundo. Aliás, até são feitos (ou montados) pela mesma equipa. Devem ser, portanto, os mesmos andores, mais peça menos peça, mais cor menos cor, onde um ano é azul, no outro é rosa e vice-versa.

E assim se vão mantendo estas tradições destas romarias. Que movem multidões. Que esvaziam barris de cerveja. Que sol e calor se deixam apanhar.  E que assim continuem.

 

P.S.: a romaria da Sr.ª da Pena será, como habitualmente, no segundo domingo de Setembro, no local habitual. Haverá um novo texto para a trilogia ficar completa? Só se o andor deixar se ser maior que este post.

Go Pokémon Go

PP1130102assei muitos dias da minha infância a jogar isto. Passei horas a ver os episódios destes desenhos animados na TV. Há uns anos descobri ambos na internet e recomecei a jogar e a espreitar o quanto cresceu esta saga. Agora jogo no telemóvel. Sim, o Pokémon Go está instalado no meu aparelho de chamadas móveis (que poucas faz…). E tenho-me divertido a jogar. A relembrar estes bonecos que tantas alegrias me deram no velhinho Game Boy color (que, devido à idade, já não liga…embora há sempre a esperança de um dia o conseguir ligar…). Comecei com o Charmander, como sempre foi, como sempre será. Já tenho o
Pikachu e mais uns quarenta. Será que vou chegar ao Mewtwo? Ainda não comecei a lutar nem a treinar. Não percebi bem a dinâmica dessa coisa. Para já divirto-me a passear por aí com a internet ligada e a lançar pokebolas para apanhar mais bichinhos destes. Viciado? Não. Se nem um jogo de estratégia futebolística me vicia, quanto mais um jogo que preciso de andar por aí a gastar internet…Mas acho piada à ideia base do jogo. Passear e apanhar Pokémons. E ninguém deve criticar a maluqueira que isto está a ser. São modas como todas as outras que vêm e passam. Daqui por um ano ninguém se lembrará disto. Como em tudo na vida, devemos ter bom senso. Como é óbvio, não se invadem as propriedades privadas para nada, muito menos para apanhar Pokémons (com a devida exceção de um Mewtwo numa piscina cheia de raparigas em bikini…aí sim, pode-se invadir). E quem critica deveria pensar duas vezes se também não tem vícios piores…e menos saudáveis. Isto é um jogo. Como os jovens que estão nos parques a jogar às cartas a tarde toda, a malta agora reúne-se para jogar e apanhar Pokémons. Aqui há uns anos reunia-se a jogar PES via internet…sentados no sofá em casa. Agora, saem à rua. É bom jogar este jogo. Faz-me recuar 15 anos (ui tantos). Ainda nem cerveja bebia (acho eu). E vou continuar a jogar até apanhar o máximo possível, até evoluir todos os possíveis. Até me cansar. Ou até aparecer o Harry Potter Go, quem sabe. Ou até ter mais que fazer. Gotcha?